domingo, 12 de fevereiro de 2012

Mirante do Morro Santa Tereza: Prefeitura e Zaffari planejam permita de áreas

Por Paulo Muzell
Publicado no Blog RS Urgente
O jornal Metro – uma “joint venture” do Grupo Bandeirantes e da Metro Internacional – publicou na semana passada, com grande destaque, matéria sobre a reforma e ampliação do Mirante do bairro Santa Tereza. É de se estranhar que um importante projeto da Prefeitura da capital, envolvendo um negócio de dezenas de milhões de reais seja anunciado na ausência do prefeito José Fortunati – candidato à reeleição num ano eleitoral -, pelo ex-deputado estadual Luiz Fernando Záchia, atual secretário municipal do Meio Ambiente (SMAM).
Segundo Záchia, o projeto seria viabilizado através da permuta de áreas entre a Prefeitura de Porto Alegre e a Cia. Zaffari. O município entregaria uma área de sua propriedade, de 6 mil metros quadrados localizada no bairro Três Figueiras, avaliada em 15 milhões de reais, recebendo em troca 3,8 mil metros quadrados localizados junto ao Mirante S. Tereza e uma gleba de 120 hectares localizada junto à Reserva Ecológica do Lami, que seria ampliada. A reurbanização do Mirante ficaria à cargo do grupo privado, com custo estimado em 600 mil reais. O projeto de lei autorizativo, anunciou o secretário, será enviado à Câmara Municipal num prazo de 60 dias.
Numa avaliação preliminar, sem dispor ainda dos laudos técnicos, parece carecer de isonomia a permuta anunciada. A Prefeitura trocaria uma área localizada num bairro nobre, classe A, com excelente potencial construtivo por um terreno localizado em área degradada, desvalorizada e mais uma gleba situada em zona periférica, rural, junto à uma reserva ecológica com baixo ou nulo potencial construtivo e, portanto, de reduzido valor.
Surpreendentemente, procurada pelo Metro a Cia. Zaffari informou “não possuir envolvimento com o assunto”.
Outro fato estranho é que a notícia do anúncio de um projeto deste porte não ter tido  repercussão: os demais veículos da mídia impressa da capital simplesmente ignoraram o assunto. Há uma “misteriosa nuvem de fumaça” em torno do tema. O prefeito Fortunati enviará o projeto à Câmara Municipal até o final de abril próximo? Vamos aguardar, atentos, com os olhos bem abertos.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Nasce o Instituto de Pesquisa, Direito e Movimentos Sociais

Fonte: Assessoria Jurídica Popular

Intelectuais se reunirão para fundar o Instituto em Goiás Velho, no mês de abril.

Professores e estudantes das principais universidades brasileiras, junto com movimentos sociais do campo e da cidade, profissionais do Direito e assessores populares, fundarão o instituto durante o II Seminário Direito, Pesquisa e Movimentos Sociais  que será realizado entre os dias 26 e 28 de abril, na cidade de Goiás Velho, em Goiás.

A ideia de criação do instituto começou a ser discutida no I Seminário, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), em 2011. Este primeiro encontro fortaleceu a articulação dos grupos envolvidos e a concepção de que os movimentos sociais são atores fundamentais na construção, fortalecimento e aperfeiçoamento dos instrumentos e mecanismos de intervenção do estado nos conflitos sociais.

Em 2011, a atividade foi organizada pela Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap), Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), por professores da USP e pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, e contou com a participação de inúmeros grupos de pesquisadores autônomos e outros ligados a universidades, institutos de pesquisa e ao estado brasileiro, como grupos de assessoria jurídica universitária e escritórios de advocacia popular.

Também participaram representantes da Turma especial para beneficiários da Reforma Agrária e agricultores familiares tradicionais Evandro Lins e Silva da UFG, do Observatório da Justiça Brasileira da UFMG, da procuradoria federal do INCRA, da Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e da Defensoria Pública do Estado do RJ.

Neste II Seminário ocorrerão três mesas de debates sobre Direito, Pesquisa e Movimentos Sociais, nas quais poderão ser inscritas comunicações orais nos grupos de trabalho.

Informações sobre as inscrições e para apresentações de trabalhos podem ser obtidas pelo correio eletrônico ipdmscorreio@gmail.com, ou então no endereço do blogue do IPDMS.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Complexo Cais Mauá e direito à moradia no centro de Porto Alegre

Por Lucimar F Siqueira
ONG Cidade

A edição impressa da revista Carta Capital de 8 de fevereiro de 2012 traz uma matéria com o arquiteto Fermín Vázquez da empresa b720 responsável pelo projeto  Complexo Cais Mauá. Uma frase do arquiteto merece destaque: "Um projeto sem polêmica provavelmente não é um bom projeto". 

O empreendimento foi orçado em R$560 milhões e o consórcio Porto Cais Mauá terá concessão para exploração pelo período de 25 anos.

Não se sabe exatamente qual o valor que caberá à b720 em parceria com escritório de Jaime Lerner, mas é público o fato da existência de uma das principais polêmicas estar relacionada ao processo licitatório que deu resultado positivo ao projeto da empresa espanhola. 

O artigo escrito pela arquiteta Adriana Schönhofen Garcia.  "Cais Mauá: Porquê um só vencedor?"  apresenta os problemas encontrados na licitação. No blog da autora também são apresentados alguns pontos que remetem ao projeto Cais Mauá (Schnhofen)

Um fator que deve ser considerado é quanto ao impacto que a obra provocará sobre o mercado imobiliário no entorno. Deve ser esta a razão pela qual nenhuma menção se faz em relação à desapropriação dos prédios abandonados do centro para que seja realizada uma  restruturação que os adeqúem para habitação de interesse social. 

Há bastante tempo que os movimentos populares de luta pela moradia se manifestam contra a ociosidade dos prédios no centro de Porto Alegre sem o cumprimento da função social. Em 03 de outubro de 2011, como parte de uma grande mobilização nacional promovida pelo Fórum Nacional de Reforma Urbana, movimentos populares realizaram uma ocupação simbólica denunciando mais uma vez o descaso com a população. Um dos prédios localiza-se na rua Barros Cassal; outro, exatamente na Av. Mauá, enfrente onde serão realizadas as obras do Complexo Cais Mauá. 

O blog da Ocupação 20 de Novembro relata este momento: 

"O Segundo prédio, situado na Caldas Junior com a Mauá, está sendo ocupado pela terceira vez, a primeira foi em 2005 como denúncia da burocracia do financiamento habitacional através da Caixa. A Segunda vez foi em 2006, após o prédio ter sido usado pelo crime organizado (PCC) que cavou um túnel para roubar a Caixa e o Banrisul. A ocupação tinha por objetivo além de denunciar o vazio urbano,provocar o debate de que imóveis utilizados para fins ilícitos deveriam ser desapropriados e revertidos para moradia popular.
         Após quase 5 anos da última ocupação o imóvel continua não cumprindo nenhuma função social e é um símbolo da Especulação Imobiliária, pois este prédio foi construído pelo antigo Banco Nacional de Habitação e privatizado pela Caixa, que financiou o imóvel ao atual proprietário pelo valor de R$ 600.000,00. Atualmente o prédio esta a venda por 1 milhão e 200 mil, o dobro do valor sem ter sido feito nenhum investimento. A ocupação deste prédio tem por objetivos fundamentais:denunciar a especulação imobiliária, pressionar o poder público a implementar o IPTU Progressivo, desapropriar o imóvel e construir habitação popular." 


A foto abaixo, do site da ANTAQ,  mostra a comemoração efusiva de José Munne, presidente do conselho de administração do Porto Cais Mauá Brasil, no ato em que o governador do Estado e prefeito de Porto Alegre entregam a posse da área e o Estudo de Viabilidade Urbanística para o consórcio que realizará as obras.
RICARDO GIUSTI /PMPA/DIVULGAÇÃO/JC
O contexto em que está sendo comemorado o investimento no  Complexo Cais Mauá deixa clara a acirrada disputa pelo centro histórico que presenciaremos nos próximos anos. Observamos uma retomada da centralidade do ponto de vista da valorização imobiliária e que já aponta vencedores.

Mesmo havendo recursos disponíveis junto ao programa MCMV para reestruturação de prédios antigos, os pobres da cidade de Porto Alegre já tem seus lugares definidos: a periferia onde foram gravadas as Áreas Especiais de Interesse Social (AEIS) em 2010. 

Se há algum comprometimento dos governos municipal e estadual em relação ao direito à moradia da população pobre de Porto Alegre, deverão discutir com os movimentos populares soluções para o acesso à habitação nas áreas centrais da cidade. A empresa Consórcio Porto Cais Mauá do Brasil S.A. pagará aluguel no valor de R$ 3 milhões anuais ao Governo do Estado. Aí está mais uma possibilidade, além de verbas federais, de fonte de recursos para recuperação de prédios destinados à habitação de interesse social. 

Portanto, o Complexo Cais Mauá está bem longe de ser um bom projeto. Falta muito para que os governantes ampliem seus horizontes e pensem uma cidade construída para todos. O  acesso à moradia no centro de Porto Alegre, hoje, ainda depende de governos comprometidos. Todos os instrumentos urbanísticos, requisitos técnicos e recursos estão disponíveis.  Quem se habilita?


COMPLEXO CAIS MAUÁ 



Estacionamento
Setor Gasômetro - Centro comercial 
Acesso ao Centro Comercial - Gasômetro

As ilustrações do projeto Complexo Cais Mauá foram obtidas  nos sites  Arch Daily Brasil  e  b720 Fermín Vazquez Arquitectos.

Clique aqui para acessar um arquivo em ppt com ilustrações do Complexo Cais Mauá. 

Abaixo, imagens de outro projeto elaborado pelo GT Orla (Prefeitura de Porto Alegre) com o Selo Copa. Clique aqui para acessar a apresentação em ppt do projeto Orla Central de Porto Alegre. 

ORLA CENTRAL (GT ORLA)


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

MANIFESTO - FNRU repudia ação truculenta no Pinheirinho

MANIFESTO

O Fórum Nacional de Reforma Urbana – FNRU repudia a ação truculenta que promove a reintegração de posse do Pinheirinho.
Um ato covarde e desumano, uma das mais perversas demonstração DE VIOLAÇÃO AOS DIREITOS DOS MORADORES DO PINHEIRINHO (DIREITO À CIDADE, DIREITO À MORADIA, DIREITO À REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA), promovidos conjuminadamente entre o executivo (Prefeito e Governador) e o judiciário do Estado de São Paulo.
Direitos esses garantidos a todo cidadão brasileiro sejam eles o Direito à Moradia, o Direito à Cidade, Direito à Regularização Fundiária, amplamente amparados pela Constituição Federal, pelo Estatuto das Cidades, pela Legislação Federal, com a lei de licitações promovendo a possibilidade de desapropriação por interesse social, somando-se as leis que regulamentam o Programa Minha Casa Minha Vida que contem um capitulo específico a respeito da Regularização Fundiária de Interesse Social, proporcionando uma serie de ferramentas jurídicas para salvo aguardar esses direitos, com a finalidade de aplicar uma política habitacional para população.
No entanto o que se vê é justamente o contrário, o descaso e omissão do poder público da Prefeitura de São José dos Campos e do Governo do Estado de São Paulo e o uso do judiciário justamente para uma decisão viciada de injustiça, promovendo a reintegração de posse realizada pela polícia militar em um ato de violência na madrugada de um domingo contra os moradores do Pinheirinho. São cerca de 1.600 famílias, totalizando mais de 6.000 pessoas, expulsos de suas casas e levados a acampamentos precários e onde mais a solidariedade da sociedade civil os pudessem amparar, como igrejas e casa de amigos e familiares.
Sem contar ainda que no quesito de justiça temos um fato muitíssimo relevante o terreno que estamos falando pertence a massa falida do famoso especulador criminoso Naji Nahas.

EXIGIMOS JUSTIÇA:
       INVERVENÇÃO IMEDIATA DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA para que seja cessado o CERCO POLICIAL MILITAR a que estão submetidas as famílias da comunidade do Pinheirinho e lhes sejam garantido o direito constitucional de ir e vir de suas casas.
      O Poder Judiciário Federal e Estadual garantam efetivamente a suspensão da ordem de despejo contra as famílias e seja concedido o direito de permanência provisória das 1700 famílias.
      A Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades proceda nos atos necessários para a efetiva DESAPROPRIAÇÃO DA ÁREA PARA FINS DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA.
       Responsabilização e punição à todos órgãos que cooperaram para essa violação de direitos: O Prefeito da Cidade de São José dos Campos - Eduardo Cury e ao Governador do Estado de São Paulo - Geraldo Alckmin, pela total omissão na aplicação da política habitacional e de regularização fundiária da área; especialmente a juíza da 6ª Vara Cível, Márcia Faria Mathey Loureiro, que promoveu a maior injustiça de todos os tempos e planejou uma ação violenta junto ao comando da Polícia Militar impossibilitando qualquer acordo com o governo federal; bem como os comandantes envolvidos na operação.

CONTRA A VIOLÊNCIA E A COVARDIA!  O FÓRUM NACIONAL DE REFORMA URBANA ESTÁ JUNTO COM PINHEIRINHO NESTA LUTA PELA JUSTIÇA SOCIAL!
Pinheirinho somos todos nós!

Brasil, janeiro de 2012

Coordenação do FNRU: CMP - Central de Movimentos Populares, CONAM – Confederação Nacional de Associações de Moradores, UNMP - União Nacional por Moradia Popular, MNLM - Movimento Nacional de Luta pela Moradia, FASE - Federação dos Órgãos para Assistência Social e Educacional, FENAE - Federação Nacional das Associações de Empregados da Caixa Econômica, FISENGE – Federação Interestadual dos Sindicatos de Engenheiros, FNA - Federação Nacional de Arquitetos, Instituto Polis – Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais, IBAM – Instituto Brasileiro de Administração Municipal, IBASE – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas, ANTP/MDT – Associação Nacional de Transportes Públicos/ Movimento Nacional pelo o Direito ao Transporte, AGB – Associação dos Geógrafos Brasileiros, FENEA – Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, Terra de Direitos, CENDHEC – Centro Dom Helder Câmara CAAP – Centro de Assessoria à Autogestão Popular, ABEA – Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo, Fundação Bento Rubião - Centro de Defesa dos Direitos Humanos, Observatório das Metrópoles IPPUR/UFRJ/FASE, ActionAid do Brasil; CFESS - Conselho Federal de Serviço Social; Habitat para Humanidade Brasil, Fórum Nordeste de Reforma Urbana; GT Urbano do FAOR – Fórum da Amazônia Oriental; FAOC - Fórum da Amazônia Ocidental e Fórum Sul de Reforma Urbana.

Minha Casa Minha Vida - Renda até 03 Salários Mínimos - o caso da Av. Tronco


O Programa Minha Casa Minha Vida é a única alternativa de produção habitacional para moradores que serão removidos para dar lugar às obras para a Copa 2014 em Porto Alegre.
No caso da duplicação da Avenida Tronco o DEMHAB contou no levantamento cadastral 1.459 famílias consideradas com renda até 03 SM. Portanto, os projetos do MCMV deverão atender estas famílias, exceto quem optou por Bônus Moradia. 
Várias dúvidas estão sendo apresentadas pelas famílias. Entre elas o tipo de contrato que será firmado com os moradores e o tamanho das unidades habitacionas, seja casa ou apartamento.
Abaixo, algumas informações obtidas no site do Ministério das Cidades e consulta à Caixa Econômica Federal de Porto Alegre. 




TIPO DE CONTRATO


Minha Casa Minha Vida e Caixa Econômica Federal

O contrato para o MCMV até 03 Salários Mínimos é realizado diretamente pelos moradores com a Caixa Econômica Federal após o cadastro realizado junto à prefeitura. Para a Caixa trata-se de um contrato de financiamento para compra de imóvel igual a qualquer outro, o que diferencia dos demais é que este tem subsídio total do governo federal. 

Porém, o morador que assinar o contrato com a CEF deverá pagar por 10 anos o valor correspondente à 10% da renda. Desta forma, quem recebe R$ 1.600,00 pagará mensalidade de R$ 160,00. O valor mínimo que um morador pode pagar é de R$50,00 por mês.

Significa que TODOS pagarão mensalidades por suas casas. 

No entanto, a prefeitura de Porto Alegre sempre anunciou para os moradores que estes não teriam nenhum custo com a opção pelo MCMV. Em nenhum momento entregou algum boletim informando quais os procedimentos para ingresso no Minha Casa Minha Vida, as regras e os custos diretos que os moradores terão.

Quaisquer outras alternativas além da exposta acima devem ser definidas em acordo com o poder público municipal. Dependendo da situação a Prefeitura pode, inclusive,  assumir o pagamento das mensalidades. Se ela tem condições de entregar terra para as construtoras pode perfeitamente trabalhar com a hipótese de assumir o financiamento das habitações.

Segundo análise do programa MCMV realizado por Raquel Rolnik (ver aqui), o principal problema para produção de unidades habitacionais para esta faixa de renda é o fato das construtoras reclamarem do preço dos terrenos. 

Inúmeras vezes lemos e ouvimos declarações do Diretor do DEMHAB ou representantes que corroboram com esta situação (como se não fosse obrigação do poder público regular o preço da terra).

Porém, no caso das obras da Avenida Tronco, esta justificativa não pode ser utilizada pelas construtoras nem apoiadas pelo DEMHAB pois já existem áreas disponíveis para as construções que foram indicadas pelos próprios moradores das comunidades. Então, o poder público pode e DEVE prover habitação para todas as famílias na própria região de onde serão removidas e sem custos para os moradores. Além disso, deve discutir com os moradores medidas compensatórias pelo fato de serem obrigados a sair do local onde serão implantadas as obras públicas. 

ESPECIFICAÇÕES MÍNIMAS do MCMV2

Apartamento: Unidade habitacional com sala, 1 dormitório para casal e 1 dormitório para duas pessoas, cozinha, área de serviço e banheiro com área útil de 42,00m2

Clique em Especificações do Apartamento e acesse a tabela com informações detalhadas.

Casa:  casa com sala, 1 dormitório para casal e 1 dormitório para duas pessoas, cozinha, área de serviço (externa), circulação e banheiro.  Área útil: 38,00m2
Observação: os projetos deverão prever a ampliação das casas. 
Clique em Especificações Casa e acesse a tabela com informações detalhadas. 

Uma observação se faz importante. Estas são as especificações mínimas, portanto significa que podem ser melhoradas. O valor máximo para unidades habitacionais no Rio Grande do Sul é de R$56.000,00. Considerando que a indústria da construção civil segue ampliando o padrão de incorporação de técnicas construtivas eficientes, com menor custo e de qualidade é de se esperar que o poder público seja um incentivador da adoção desses mecanismos melhorando o padrão construtivo sem elevar os custos. 
É importante que os moradores estejam atentos e acompanhem todas as etapas desde elaboração dos projetos, seleção das construtoras até a execução das obras e, também, após as mudanças. Deve cobrar da prefeitura transparência em todo o processo para que não sejam responsabilizados pelos danos nas suas moradias em função das más condições da construção e do descomprometimento do poder público com estes moradores. Vide reassentamento da Vila Dique.


Fotos e texto: Lucimar F. Siqueira
Fonte: ONG Cidade

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Fórum Nacional de Reforma Urbana no FST - Porto Alegre 2012

O Fórum Nacional de Reforma Urbana juntamente com outras organizações promoveu três atividades durante o Fórum Social Temático.


No dia 25/01 ocorreu a primeira reunião para discutir a consolidação do Fórum SUL de Reforma Urbana. Com a presença de representantes dos movimentos que participam da Coordenação Nacional (MNLM, CONAM, CMP e UNMP) e ONG a reunião representou um passo importante para o fortalecimento dos fóruns regionais. 
O encaminhamento principal do encontro foi o agendamento da reunião que acontecerá em Florianópolis no dia 12/02/2012 com  representantes dos três estados para consolidação do Fórum SUL de Reforma Urbana. 


Já na manhã do dia 27/01 o Fórum Nacional de Reforma Urbana juntamente com a Aliança Internacional dos Habitantes, a No-Vox e a Coalizão Internacional do Habitat promoveu a oficina Reforma Urbana e  Meio Ambiente. A oficina oportunizou o debate sobre a importância da construção de uma agenda socioambiental para as cidades e a necessidade de incluir na pauta do FNRU a discussão sobre a Conferência  Rio +20.
O Seminário "Movimentos Populares Construindo Alternativas Através do Cooperativismo" ocorreu no período da tarde do dia 27/01. Neste momento, muitos participantes manifestaram seus questionamentos, alternativas e relataram suas lutas para conquistar o direito de morar, de viver e de participar do processo de construção das cidades.  Os relatos demonstraram que a luta é permanente, seja diretamente ligada à moradia ou contra a forma como  o capitalismo estende suas raízes até a mais tenra idade, crianças e jovens das cidades brasileiras. 


Veja mais algumas fotos das atividades.
































Fotos: Lucimar F. Siqueira

 

Vídeo realizado pela CoberturaFSTematico

domingo, 29 de janeiro de 2012

Suspenso o processo urbanístico da Nova Luz

Fonte: Correio do Brasil



A 8ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo determinou neste sábado a suspensão do processo de concessão urbanística da Nova Luz. O projeto pretende remodelar uma área de 45 quarteirões no centro da capital paulista, desapropriando e demolindo grande parte dos imóveis para conceder os terrenos à iniciativa privada. A prefeitura alega que essa parte de cidade, onde está localizada a Cracolândia, está deteriorada e precisa ser revitalizada.

O juiz Adriano Marcos Laroca entendeu que a execução do projeto não atendeu às exigências legais de que a população que vive e trabalha na região fosse ouvida. “A decisão política de aplicar no projeto Nova Luz o instrumento da concessão urbanística, de fato, não contou com a participação popular, sobretudo, da comunidade heterogênea [moradores de baixa renda, pequenos comerciantes de eletroeletrônicos, empresários etc.]”, diz o texto da liminar.

Além disso, baseado em um estudo da Fundação Getulio Vargas, o magistrado avaliou que apesar da remodelação do bairro ser conduzida pela iniciativa privada, haverá uma grande necessidade de investimentos públicos. “Há potencial dano ao patrimônio público, sobretudo, pela possibilidade de contratação da concessionária, sobretudo, pela possibilidade de contratação da concessionária dentro da equação financeira e econômica retratada acima, com grande investimento do poder público municipal”.
Na decisão, o juiz diz ainda que a paralisação da concessão urbanística não deve ser usada como justificativa para interromper a ação policial iniciada no começo do mês no bairro. “Exceto se tais entes [governos estadual e municipal] admitirem o ilusionismo social e político dessa ação governamental para a justificar a intervenção urbana”.
Para Adriano Laroca, “a cracolândia envolve questão eminentemente social e, portanto, não pode ser tratada por instrumentos urbanísticos, e sim por mecanismos e ações conjuntas de assistência social, saúde e trabalho”.

Desde o dia 3, a Polícia Militar (PM) começou a agir ostensivamente para coibir o uso e tráfico de drogas nas ruas da cracolândia, onde viciados fumavam e compravam crack livremente. Até o momento, foram presas 178 pessoas e capturados 48 foragidos da Justiça. Neste sábado, a PM apreendeu R$ 80 mil em drogas em uma favela próxima, que segundo a corporação, seriam distribuídas na região.

Durante as ações na cracolândia, a prefeitura demoliu quase todo um quarteirão sob a justificativa de que os imóveis poderiam desabar. Na área foi instalada uma tenda da Secretaria Municipal Desenvolvimento Econômico e do Trabalho e em até 25 dias será erguido um posto de atendimento da Secretaria de Assistência Social. Os equipamentos provisórios devem dar assistência social aos moradores do bairro.

Nas ações de fiscalização da prefeitura, também foram interditados cinco imóveis, 17 emparedados e 18 intimados a regularizar sua situação.




quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

MANIFESTO Fórum Nacional de Reforma Urbana - Pinheirinho

O Fórum Nacional de Reforma Urbana – FNRU repudia a ação truculenta que promove a reintegração de posse do Pinheirinho.

Um ato covarde e desumano, uma das mais perversas demonstração DE VIOLAÇÃO AOS DIREITOS DOS MORADORES DO PINHEIRINHO (DIREITO À CIDADE, DIREITO À MORADIA, DIREITO À REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA), promovidos conjuminadamente entre o executivo (Prefeito e Governador) e o judiciário do Estado de São Paulo.

Direitos esses garantidos a todo cidadão brasileiro sejam eles o Direito à Moradia, o Direito à Cidade, Direito à Regularização Fundiária, amplamente amparados pela Constituição Federal, pelo Estatuto das Cidades, pela Legislação Federal, com a lei de licitações promovendo a possibilidade de desapropriação por interesse social, somando-se as leis que regulamentam o Programa Minha Casa Minha Vida que contem um capitulo específico a respeito da Regularização Fundiária de Interesse Social, proporcionando uma serie de ferramentas jurídicas para salvo aguardar esses direitos, com a finalidade de aplicar uma política habitacional para população.

No entanto o que se vê é justamente o contrário, o descaso e omissão do poder público da Prefeitura de São José dos Campos e do Governo do Estado de São Paulo e o uso do judiciário justamente para uma decisão viciada de injustiça, promovendo a reintegração de posse realizada pela polícia militar em um ato de violência na madrugada de um domingo contra os moradores do Pinheirinho. São cerca de 1.600 famílias, totalizando mais de 6.000 pessoas, expulsos de suas casas e levados a acampamentos precários e onde mais a solidariedade da sociedade civil os pudessem amparar, como igrejas e casa de amigos e familiares.

Sem contar ainda que no quesito de justiça temos um fato muitíssimo relevante o terreno que estamos falando pertence a massa falida do famoso especulador criminoso Naji Nahas.

EXIGIMOS JUSTIÇA:

INVERVENÇÃO IMEDIATA DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA para que seja cessado o CERCO POLICIAL MILITAR a que estão submetidas as famílias da comunidade do Pinheirinho e lhes sejam garantido o direito constitucional de ir e vir de suas casas.
O Poder Judiciário Federal e Estadual garantam efetivamente a suspensão da ordem de despejo contra as famílias e seja concedido o direito de permanência provisória das 1700 famílias.

A Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades proceda nos atos necessários para a efetiva DESAPROPRIAÇÃO DA ÁREA PARA FINS DE REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA.



Responsabilização e punição à todos órgãos que cooperaram para essa violação de direitos: O Prefeito da Cidade de São José dos Campos - Eduardo Cury e ao Governador do Estado de São Paulo - Geraldo Alckmin, pela total omissão na aplicação da política habitacional e de regularização fundiária da área; especialmente a juíza da 6ª Vara Cível, Márcia Faria Mathey Loureiro, que promoveu a maior injustiça de todos os tempos e planejou uma ação violenta junto ao comando da Polícia Militar impossibilitando qualquer acordo com o governo federal; bem como os comandantes envolvidos na operação.

CONTRA A VIOLÊNCIA E A COVARDIA!  O FÓRUM NACIONAL DE REFORMA URBANA ESTÁ JUNTO COM PINHEIRINHO NESTA LUTA PELA JUSTIÇA SOCIAL!


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Atividades Culturais FST - Associação Cultural José Marti do RS

Apresentado pela Associação Cultural José Marti do RS o projeto MusicAmerica integra músicos do Brasil, Cuba, Nicarágua, Equador, Paraguai, Argentina e Uruguai. A entidade também participa com mesa de debates para inclusão cultural e do 1º Encontro Mundial de Redes de Pontos de Cultura do Programa Cultura Viva, em parceria com a Representação do RS na coordenação nacional dos Pontos de Cultura.

Apresentações do MusicAmerica, com a participação dos seguintes músicos, datas e locais:

BrasilPedro Munhoz, Raul Ellwanger, Nelson Coelho de Castro, Zé Martins e Leonardo Ribeiro, Victor Batista, acompanhado de Antonio João (Galba) e Negrinho Martins;

Nicarágua:  Luis Enrique Mejia Godoy, com Manuel Guadamuz, Rigoberto Osorio, Jayron
Noel Sandoval Montano e Edwin Rayo;

Cuba:  Mauricio Figueiral;

Argentina:  Paula Ferré;

Uruguai:  Héctor Numa de Moraes;

Equador: Rede Equatoriana de Trovadores - Fabian Jarrin, Gloria Arcos e Fabian Massuh;

Paraguai:  Ricardo Flecha, acompanhado do músico Oscar Fadlala.


24 de janeiro de 2012 - Porto Alegre
Abertura do FST
Local: Anfiteatro Pôr – do Sol
Horário: 20h30

25 de janeiro de 2012 - Novo Hamburgo
Local: Pavilhão da FENAC - Palco de atividades principais
Horario: 20h

28 de janeiro de 2012 - São Leopoldo 
Local: Centro Municipal de Eventos - Palco de atividades principais
Horário: Das 18 às 23 h

Atividades de debates

1º Encontro Mundial das Redes de Pontos de Cultura do Programa Cultura Viva

Data: 25 de janeiro de 2012
Local: Parque Esportivo Eduardo Gomes, Parcão - Canoas
Horário: Das 9h às 18h
Promoção da Representação do Rio Grande do Sul, na Coordenação Nacional dos Pontos de Cultura, em parceria com a ACJM/RS.

Participantes: Gloria Teresa Gusmanich Renaut (Paraguai), produtora, entre outros, do
Festival Latinoamericano em Assunção e Quito denominado Canto de Todos Carmen Lucía
Reyes de Mejía (Nicarágua), produtora cultural popular; Alejandro Rubbo (Uruguai),
Coordenador de Relacionamento com a Comunidade da República do Uruguai, Coordenador do Museu do Carnaval, Montevidéu e Presidente de Associação Civil Canelones De-Muestra e Célio Turino (Brasil), um dos idealizadores do Programa Cultura Viva com o Projeto Pontos de Cultura, e ex - Secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura no Governo Luiz Inácio Lula da Silva; Jorge Iván Blandón Cardona (Colômbia), representante da Plataforma Puente, Rede Latino - Americana de Pontos de Cultura desde Medellín; Maria Laura Couto (Argentina), coordenadora do Programa de Práticas Culturais Transformadoras e de Políticas de Intervenção Cultural em Contextos de Encarceramento e Setores Sociais Vulneráveis, do Instituto Cultural de Buenos Aires; TT Catalão, poeta e ex - Secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura no Governo Lula e idealizador do Projeto Puntos Sin Fronteras.


Mesa de debates sobre Produção para Inclusão Cultural

27 de janeiro de 2012, em São Leopoldo, 
Local: Centro Municipal de Eventos
Horário: 14 às 17 h

Participantes: Pedro Vasconcellos, Secretário da Cultura do Município de São Leopoldo;
Gloria Teresa Gusmanich Renaut (Paraguai); Carmen Lucia Reyes de Mejía (Nicarágua);
Alejandro Rubbo (Uruguai) e Célio Turino (Brasil); Fabiana Menini, do Instituto Trocando
ideias (Brasil) e Lúcio Maia, representante da Nação Zumbi de Pernambuco (Brasil)

Veja maiores informações sobre os participantes, no link noticias publicadas, no site do
FST www.fstematico2012.org.br.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Quilombo das Artes Utopia e Luta- Programação durante Fórum Social Mundial






Quilombo das Artes-Utopia e Luta, Borges de Medeiros 719-Centro-POA-RS, POA-RS
Programação especial no Quilombo das Artes em janeiro, Porto Alegre,RS,
durante Fórum Social Mundial. Filmes,debates,shows,teatro,poesia,Oficinas de Serigráfia,padaria.costura,hidroponia,capoeira,recreação infantil,entre 24 e 29 de janeiro. Mostra de fotográfias,mostra de artesanato,Mostra Cds Independentes de músicos gaúchos,comidinhas integraís e legais.

Informações: Borges 719,centro- Porto Alegre

Cambada em ação direta Levanta Favela na esquina democratica,Nanci Araújo,Eduardo Solari,Paulo Gonçalves,Guilherme Schreder, no Quilombo das artes.Venha participar e contribuir nessa atividade.
Capoeira com o grupo Mandigueira aos sábados- 10hs. as 12hs. gratuíto.