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domingo, 7 de setembro de 2014

Jornada Crítica de Direito - 08 e 09 de setembro - SAJU/UFRGS

Salão Nobre da Faculdade de Direito UFRGS

DIA 08 - SEGUNDA-FEIRA

19h Abertura 

JOÃO BATISTA DAMASCENO. Doutor em Ciência Política e Juiz de Direito, membro da Associação de Juízes para a Democracia.
19h30min - Painel: Correntes Críticas do Direito e Ensino Jurídico

Painelistas confirmados:
LUIZ OTÁVIO RIBAS. Professor e doutorando em Filosofia e Teoria do Direito na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
LUCAS KONZEN. Professor de Sociologia do Direito da UFRGS, Doutor em Direito e Sociedade pela Università degli Studi di Milano.

DIA 09 - TERÇA-FEIRA
17h - Oficina: Direito e Pesquisa
19h - Painel: Direito e Movimentos Sociais

Painelistas confirmados:
JACQUES ALFONSIN. Procurador aposentado e advogado do MST, ex-professor universitário e autor de vários estudos sobre reforma urbana e agrária, assessoria jurídica popular e direitos humanos.
LEANDRO SCALABRIN. Militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), é membro da comissão de direitos humanos da OAB – Passo Fundo e da Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP).
LUIS CHRISTIANO AIRES. Juiz de Direito, Coordenador da Central de Mediação e Conciliação de Passo Fundo, ex-integrante da diretoria da AJURIS.
Representante do MST.


segunda-feira, 17 de março de 2014

Cidade, Memórias e Luta por Direitos: Roda de Conversa com moradores/as e apoiadores/as da Vila Dique



6ª SEMANA DE DIREITOS HUMANOS DO SAJU

O Grupo de Assessoria Popular GAP/SAJU convida a todos/as a participar:

Cidade, Memórias e Luta por Direitos: Roda de Conversa com moradores/as e apoiadores/as da Vila Dique
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Em processo de reassentamento desde 2009, em virtude das obras de ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho, a Vila Dique revela-se como o exemplo de reassentamento mais longo de Porto Alegre em curso.

Muitos/as moradores/as ainda aguardam suas moradias mesmo depois de removidos. Muitos/as daqueles/as que já foram reassentados/as sofrem as consequências da precariedade das obras e do planejamento.

Quais as consequências desse processo? O que os/as moradores/as tem a dizer? O que é direito à cidade e como este se mostra nas remoções de todo o país?

Convidamos todos/as a confrontar o que a academia ensina com uma experiência concreta de violação de direitos, mas de muita luta e engajamento, através do diálogo com aqueles/as que protagonizam e vivenciam esta situação.

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Fotografia de Vinícius Roratto Carvalho (http://vimeo.com/9579881)


quarta-feira, 12 de março de 2014

VI Semana de Direitos Humanos - SAJU/UFRGS



Nesse ano, o evento ocorrerá de 17 a 21 de março, a partir das 18h30, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFRGS.

PROGRAMAÇÃO:

Segunda-feira: Abertura - 50 anos da Ditadura Militar
Terça-feira: Violação de Direitos Humanos na Copa do Mundo
Quarta-feira: (Des)Construindo a noção de família
Quinta-feira: Criminologia Feminista
Sexta-feira: Comunicação Não Violenta e Mobilizações: uma estratégia possível?

Haverá OFICINAS no período da manhã e da tarde.

*ENTRADA FRANCA. Certificado de 20h/aula - R$ 5,00 (necessária presença mínima em 75% das noites)





Fonte: SAJU/UFRGS.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Assembléia de moradores na Vila Dique

Fonte: Sul 21
Assembleia reúne centenas de moradores da Dique e define critérios para reassentamento

 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Devido ao grande número de pessoas, reunião teve que ser realizada no pátio | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Débora Fogliatto
Centenas de moradores e ex-moradores da Vila Dique, em Porto Alegre, realizaram uma assembleia para discutir a situação das pessoas que aguardam por reassentamento no Conjunto Habitacional Porto Novo. A plenária foi realizada no pátio do Clube de Mães, onde nesta terça-feira (26), às 18h30min, famílias inteiras já se amontoavam para receber a comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores e o Departamento Municipal de Habitação (Demhab). Durante a reunião foram definidos  critérios para o reassentamento dos que formaram família, depois do cadastramento realizado na Dique.
A reunião também contou com a presença de membros do Serviço de Assistência Jurídica (SAJU) da UFRGS, que auxiliam os moradores da Dique e acompanharam o processo de reassentamento. Cerca de meia hora depois do horário marcado, a Superintendente de Ação Social do Demhab, Maria Horácia Ribeiro, chegou ao local, onde crianças já corriam, cachorros caminhavam e homens e mulheres aguardavam ansiosamente por alguma definição de seu futuro.
Desde 2009, quando as remoções começaram na antiga vila, que ficava atrás do aeroporto Salgado Filho, a vida das pessoas da Dique depende em certa medida do órgão de habitação da prefeitura. Os problemas iniciaram quando as famílias perceberam que os cadastros para o reassentamento, realizados em 2005 e 2006, não correspondiam a sua situação quatro ou cinco anos depois, quando foram contempladas com a nova casa no Porto Novo.
O conjunto habitacional, localizado na avenida Bernardino Silveira Amorim, abrigou a maioria dos moradores, mas alguns ficaram prejudicados. São os chamados “desdobramentos”, em geral filhos que eram jovens na época do cadastramento, mas formaram famílias próprias até o dia das remoções e ficaram sem casa própria – sendo obrigados a se mudar com os pais para as pequenas residências do Porto Novo ou a permanecer em meio aos escombros da velha Dique. Em outros casos, pessoas que se separaram de seus maridos ou esposas e estavam juntos na época do cadastro também ficaram sem receber o benefício.
Aguardando soluções
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Adriana, Fernando e as pequenas Aline, Érica e Fernanda ainda aguardam por moradia| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Esse é o caso de Adriana Luísa da Silva Marques, seu marido Fernando e seus cinco filhos, todos com idade até nove anos, que moram atualmente na casa de sua sogra, no Porto Novo. Ela explica que a família continuou na Dique até cerca de um ano atrás, quando precisaram se mudar devido aos problemas de saúde de três das meninas. “Não podíamos mais ficar lá, era muito úmido e nossas filhas têm asma, não tinha como”, relata Fernando. Eles afirmam que já abriram o processo há dois anos, e já ligaram para o Demhab diversas vezes. “Eles sempre dizem que vão resolver”, conta Adriana. Atualmente, as oito pessoas dividem uma casa de 36m².
A confeiteira Fabiana da Silva, por outro lado, espera por um local onde possa realizar seu comércio e forma de subsistência. Ela faz e vende pães, bolos e outros doces e salgados para moradores do Porto Novo, visitantes e pessoas que trabalham lá. “Atualmente atendo dentro da casa do meu cunhado, que me cedeu esse espacinho. Não tenho um local onde vender”, lamenta. Ela, que pretende ministrar cursos de risólis e coxinha para a comunidade, afirma que aprendeu a maioria das receitas sozinha, embora tenha feito alguns cursos, especialmente em relação à higiene e cuidados com a comida. Sua situação, no entanto, não foi tratada na reunião, onde foram discutidos apenas os desdobramentos familiares. Para os problemas encontrados pelos moradores já reassentados, novos encontros terão que ser marcados com os órgãos municipais.
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Maria Horácia Ribeiro, do Demhab, explicou os critérios para os moradores | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
A assembleia
Desde abril de 2013, a comissão de Direitos Humanos da Câmara, presidida pela vereadora Fernanda Melchionna (PSOL), acompanha a situação da antiga Dique. Fernanda, que esteve presente como mediadora na assembleia realizada nesta segunda-feira, perguntou quantas pessoas  presentes na plenária esperam por uma casa no Porto Novo. Cerca de metade levantou as mãos, enquanto menos de dez disseram ainda estar esperando em suas casas na vila atrás do aeroporto. A maioria preferiu se mudar com familiares para o conjunto habitacional ou fazer esforços para pagar aluguel.
“O Demhab começou a trabalhar com os desdobramentos quando começou a se identificar que famílias formaram novos núcleos”, relatou Horácia na plenária, no meio da roda formada pelos moradores. Ela explicou que, na época, em 2010, o diretor do departamento determinou que casas que haviam sido vendidas ou ocupadas de forma irregular fossem repassadas para essas pessoas. Isso, no entanto, era um processo mais demorado e não foi suficiente para atender as cerca de cem famílias que aguardam uma casa.
O processo atrasou quando a empresa que construiu o empreendimento desistiu das obras, o que forçou o Demhab a contratar uma nova construtora para realizar a Quadra E – que agora está em fase de construção. “Quando o projeto dessa quadra foi concebido, era para abrigar o resto dos moradores da Dique, além das famílias das vilas Kédi e Morada do Sol”, explicou Horácia. As famílias da Kédi, no entanto, optaram por não ser contempladas com as casas, o que significa que pouco mais de 90 residências irão “sobrar”, onde serão relocados esses desdobramentos vindos da Dique. Horácia afirma, no entanto, que já há mais de cem processos abertos, o que significa que é preciso estabelecer critérios para quem será beneficiado primeiramente.
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
O pátio do centro social ficou lotado de pessoas que tentavam ouvir a superintendente do Demhab | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Após a última reunião com o diretor do Demhab, Everton Braz, no final de agosto, foi determinado que seria realizada essa assembleia, com todos os moradores interessados, para o estabelecimento dos critérios. As exigências para o reassentamento nas casas da Quadra E serão: compor o quadro familiar do cadastro original – feito em 2005 – como filho ou agregado do titular; apenas um desdobramento de cada família será beneficiado com uma casa; para critérios de desempate, serão considerados o número de membros das famílias, a renda familiar e o lugar de residência. Pessoas que estiverem morando na velha Dique ou na casa de familiares no Porto Novo terão prioridade.
A vereadora Fernanda Melchionna perguntou se critérios considerados pelo Minha Casa, Minha Vida serão levados em conta, como prioridade para mulheres chefes de família e pessoas com necessidades especiais. Horácia respondeu que a plenária de moradores pode tomar esse tipo de decisão. Os moradores também questionaram a respeito de dois casos de pessoas conhecidas que, no entanto, não estão cadastradas entre os possíveis beneficiários. Eles questionaram se haveria a possibilidade dessas pessoas serem incluídas. “Eu respeito o que vocês decidirem. Mas se a plenária aqui decidir que duas famílias que não estão no cadastro serão beneficiadas, duas que estão cadastradas terão que ficar de fora”, explicou Horácia.
Para continuarem o processo e conseguirem ser contemplados, a partir dos critérios, os moradores devem ir até a sede do Demhab (Av. Princesa Isabel, 1115) nas quintas-feiras, das 9h às 17h. Isso deve ser realizado até o dia 17 de dezembro, quando será realizada uma nova reunião, em que deve ser apresentado um cronograma das próximas ações.
Confira mais fotos da assembleia:
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

sábado, 9 de novembro de 2013

XVII Encontro da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares


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Homenagem ao Advogado Popular  Jacques Alfonsin abre o XVII Encontro da RENAP
O XVII Encontro da Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares(RENAP), ocorre entre os dias 14 à 17 deste mês, sendo a sua abertura no dia 14 de novembro, às 19 horas no Salão Negrinho do Pastoreio, Palácio Piratini, com homenagem ao Advogado Popular Jacques Alfonsin, as demais atividades do encontro ocorrerão no Centro de Formação Sepé Tiarajú, Assentamento Filhos de Sepé, MST-Viamão/RS.
Os Encontros Nacionais ocorrem anualmente, em diferentes Estados da Federação, sendo um importante espaço de aprofundamento jurídico, de avaliação da atuação técnico-política e de articulação de seus integrantes.
Desta forma, a rede Nacional de Advogados e Advogas Populares, criada em 1996, em resposta a crescente necessidade de defesa dos movimentos sociais e populares que reivindicam direitos humanos, sociais, econômicos, culturais e ambientais, cumpre destacar processos históricos inacabados (como a ausência de efetiva transição do regime autoritário) interferem na construção de consciência coletiva e na efetivação da democracia na sociedade brasileira, que historicamente desrespeita os Direitos Humanos, principalmente da classe popular.
Nesta perspectiva, o encontro reunirá profissionais que atuam em todo o Brasil, principalmente vinculados/as às temáticas de luta pela terra (urbana e rural), bem como nas causas ambientais, indígenas, quilombolas, da população negra, de mulheres, e de proteção à criança e ao adolescente, que hoje lutam pela efetivação dos Direitos Humanos e que conjugam esforços com o povo para a transformação da dura realidade ainda vivenciada. 
A seguir é apresentada a programação do encontro, a entrada é franca. Para inscrição, confirmação de presença e outros esclarecimentos, solicitamos comunicar-através do correio eletrônico  renapsul@gmail.com ou pelo telefone 3227-9676.
Contamos com a tua presença.
Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares- RENAP

PROGRAMAÇÃO DO XVII ENCONTRO DA REDE NACIONAL DE ADVOGADOS E ADVOGADAS POPULARES
RIO GRANDE DO SUL
14 A 17 DE NOVEMBRO DE 2013

1° Dia: 14/11/2013 – Salão Negrinho do Pastoreio – Palácio Piratini
  • 18h Credenciamento

  • 18h30min Abertura Oficial do Evento
Mesa:

Representante da RENAP
Tarso Genro – Governador do Estado do Rio Grande do Sul
Representantes dos Movimentos Sociais para saudação de abertura ao evento (MST, MAB, MPA, CPT, MTD, MNDH, LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE e outros)
  • 19h Aula Magna
Professor Jacques Távora Alfonsin – Advogado popular
  • 20h Concessão da medalha Negrinho do Pastoreio
  • 21h Coquetel de lançamento do livro do Professor Jacques Alfonsín
2° Dia: 15/11/2013 – Centro de Formação Sepé Tiaraju

  • 9h ANÁLISE DE CONJUNTURA

Luciana Genro – Fundadora do Partido Socialismo e Liberdade 
Marco Antônio (MAB) ou Cedenir Oliveira (MST) ou Eliane de Moura Martins (a confirmar)
Flávio Koutzii ou Marco Weissheimer – Carta Maior (a confirmar)
  • 14h MODELO DE DESENVOLVIMENTO E CONFLITOS TERRITORIAIS: DESAFIOS PARA A ADVOCACIA POPULAR
Betânia Alfonsin – Professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul 
Cristiane Faustino – Plataforma Dhesca 
Daniel Pessoa ou Rodrigo de Medeiros Silva – Advogado Popular (a confirmar)
Leandro Scalabrin - MAB
  • 16h30min OFICINAS
  • 18h PROGRAMA VIDAS NO SUL
3° Dia: 16/11/2013 – Centro de Formação Sepé Tiaraju
  • 9h ADVOCACIA POPULAR, MOVIMENTOS SOCIAIS E SISTEMA DE JUSTIÇA
Darci Frigo – Terra de Direitos 
Denise Dora – Fundadora e advogada integrante da Themis (a confirmar)
Luciana Zafalon (a confirmar)
  • 14h CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS (Teoria do domínio do fato; tipificação do terrorismo; black blocks etc.)
Mariana Chies Santiago Santos - Doutoranda em Sociologia representando o Grupo de Pesquisa sobre Violência e Cidadania (a confirmar)
Mariana Trota – (a confirmar)
Patrick Mariano
  • 16h30min OFICINAS
4° Dia: 17/11/2013 – Centro de Formação Sepé Tiaraju
  • 9h PLENÁRIA DA AVALIAÇÃO E ENCERRAMENTO DO ENCONTRO
  • 14h Visita ao Assentamento Filhos de Sepé e à Produção de arroz agroecológico

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Ministério Público do Trabalho solicita esclarecimentos sobre lei das carroças de Porto Alegre

Samir Oliveira  | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Carroceiros e carrinheiros serão proibidos de circular pela cidade até o final de 2015 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
O Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitou nesta terça-feira (8) uma série de esclarecimentos por parte da prefeitura de Porto Alegre a respeito da aplicação da lei 10.531/2008, que institui o fim gradativo da circulação de veículos de tração humana e animal na cidade. O pedido foi feito com base em uma representação protocolada pelo Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU) da UFRGS no dia 27 de setembro.
Na representação, os integrantes do SAJU afirmam que a lei é inconstitucional, por prever a retirada de carrinhos, carroças e cavalos de trabalhadores que dependem destes meios para sobreviver. O documento sustenta que a prefeitura não vem cumprindo com a obrigação de remanejar os carroceiros para outros postos de trabalho.
A lei prevê que os trabalhadores serão qualificados com cursos profissionais ou, então, empregados em unidades de triagem de resíduos. Atualmente, existem 18 instalações em Porto Alegre. A intenção da prefeitura é concluir mais cinco unidades até 2016 – já que a partir deste ano, nenhuma carroça ou carrinho poderá mais circular pela cidade, exceto em zonas consideradas rurais.
Dados da própria prefeitura indicam que, de um universo de 1,8 mil carroceiros, cerca de 1,5 mil já estão cadastrados no programa e pelo menos 500 já foram qualificados em outras profissões. Entretanto a representação do SAJU junto ao MPT informa que somente 50 pessoas estariam plenamente integradas a outros empregos. E, de acordo com o documento, dados do IBGE apontam a existência de 3,7 mil carroceiros em Porto Alegre.
Foto: Ocimar Pereira/PMPA
SAJU da UFRGS solicita suspensão da lei até que sejam dadas garantias de trabalho aos carroceiros | Foto: Ocimar Pereira/PMPA
Por isso, o grupo pede a suspensão da aplicação da lei 10.531/2008 até que todos os carroceiros já estejam exercendo outras atividades, para que não tenham seus equipamentos confiscados pelo poder público sem nenhuma alternativa profissional concreta.
O processo está com a procuradora Aline Conzatti, que já emitiu um pedido de informações ao Executivo municipal de Porto Alegre. Ela deseja saber qual a efetiva abrangência do programa de capacitação dos carroceiros e carrinheiros na cidade.
“O ponto principal é saber se realmente este programa contempla a todos. Somente recolher (as carroças e os carrinhos) é deixá-los sem sustento”, afirma. A prefeitura tem até 10 dias úteis para responder à solicitação do MPT.
Prefeitura assegura que trabalhadores inscritos em cursos de qualificação não terão materiais confiscados
A lei 10.531/2008 é de autoria do então vereador Sebastião Melo (PMDB), hoje vice-prefeito da capital. A medida estipula um calendário para que passe a vigorar gradualmente em quatro regiões da cidade até o final de 2015. Desde o dia 1 de setembro, a lei já está sendo aplicada na Zona 1, que compreende o cruzamento da Avenida Edvaldo Pereira Paiva com a Avenida Ipiranga, seguindo até a Avenida Antônio de Carvalho, passando pela Avenida Bento Gonçalves e terminando no limite com Viamão. Esta região atinge os bairros Ponta Grossa, Chapéu do Sol, Restinga e parte da Lomba do Pinheiro.
A prefeitura informou que, durante o mês de setembro, nenhuma carroça, carrinho ou cavalo seriam recolhidos dos trabalhadores. A intenção era apenas intensificar o processo de conscientização a respeito do programa.
Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA
Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis é contra a lei municipal  | Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA
A fiscalização mais rígida começou a entrar em vigor a partir de 1 de outubro. Fernando Mello, coordenador do programa – batizado de Todos Somos Porto Alegre –, explica que a divulgação feita em setembro possibilitou um acréscimo no número de trabalhadores cadastrados. Somente naquele mês, 73 pessoas ingressaram em cursos de qualificação. Até o final de outubro, a expectativa é que mais 317 pessoas iniciem os cursos.
Entretanto, a prefeitura ainda não realizou um mapeamento dos carroceiros e carrinheiros que estão efetivamente empregados em outros postos de trabalho. “Até o final de outubro iremos divulgar um balanço da inserção deles no mercado de trabalho”, avisa Fernando.
O coordenador assegura que os trabalhadores da Zona 1 que estiverem matriculados nos cursos de qualificação oferecidos não terão seus materiais confiscados. “Consideramos que eles estão em período de transição e adaptação”, comenta.
Para o SAJU, os programas de qualificação precisam ser mais abrangentes, já que muitos carroceiros e carrinheiros sequer são alfabetizados e, portanto, não possuem condições de frequentar as aulas. Além disso, o grupo cobra explicações a respeito dos investimentos feitos no programa, que é financiado com R$ 9 milhões de recursos do BNDES e R$ 9 milhões em recursos próprios da prefeitura. Na representação protocolada no MPT, eles afirmam que o poder público não disponibilizou o projeto de investimento que foi aprovado pelo BNDES para a execução da lei.

Fonte: SUL 21

quarta-feira, 26 de junho de 2013

SAJU/UFRGS diz não à criminalização dos movimentos sociais

Nós, do Serviço de Assessoria Jurídica Universitária da UFRGS, desde 1950 militamos em defesa dos Direitos Humanos, atuando nas comunidades, ajuizando casos da população de baixa renda e dialogando com os movimentos sociais. Viemos publicamente nos manifestar em relação à criminalização de coletivos e indivíduos que tem se inserido no contexto das recentes manifestações.

Repudiamos a repressão e a violência policial em todas as instâncias. Hoje estamos presenciando um momento de ampla mobilização da sociedade brasileira, que tem sido coibido por atitudes opressoras provindas do Estado a partir de suas instituições armadas. Além disso, a mídia de massas incentiva essas atitudes, o que culmina diretamente na criminalização dos movimentos que têm constitucionalmente assegurados o direito de livre expressão e o direito de lutar legitimamente por suas pautas. A FAG – Federação Anarquista Gaúcha –, por exemplo, teve seu espaço invadido arbitrariamente na tentativa de buscar indícios, com o objetivo de criminalizar e deslegitimar o movimento anarquista. Soma-se a isso os diversos casos de prisões ilegais e injustificadas típicas de uma policia autoritária.

Recentemente vivemos um período de ditadura civil-militar, em que se cultuava esse tipo de comportamento repressivo, truculento, autoritário, que foi rechaçado pelo povo brasileiro na década de 1980 em nome da democracia. Essa democracia, no entanto, ainda está sendo construída, e não podemos tolerar que essas condutas continuem presentes na sociedade, atingindo principalmente aqueles que trabalham nessa construção dia-a-dia. O SAJU se solidariza aos parceiros e às parceiras de luta e informa que se manterá prestando o trabalho de assessoria junto ao movimento, conforme possível, reafirmando nossa postura social e popular. Enfatizamos, por meio dessa nota, nosso total repúdio às tentativas de criminalização dos movimentos sociais.

Assina: Serviço de Assessoria Jurídica Universitária - SAJU/UFRGS

domingo, 31 de março de 2013

V SEMANA DE DIREITOS HUMANOS - SAJU/UFRGS


O Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) tem orgulho de convidar todas/os a participar da V edição da Semana de Direitos Humanos.

Nesse ano, a semana ocorrerá entre os dias 01 e 05 de abril, com painéis durante a noite (a partir das 19h) e oficinas realizadas pelos grupos que compõe o SAJU na parte da manhã e da tarde, tendo a seguinte programação:

Segunda (01/04):
Oficina: 17h: "Criminalização da Homofobia: olhares (críticos) contemporâneos"

Painel - 19h: “1º de abril de 1964: a noite que ainda não acabou”
Palestrantes confirmados:
Marcos Rolim
Domingos Savio Dresch da Silveira
Terceiro palestrante a confirmar

Terça (02/04):
Oficina: 15h: "A Mediação de Conflitos"
17h: "Nos caminhos da Fase: Famílias violentadas, histórias caladas"

Painel - 19h: "Por trás dos muros: a problemática das instituições totais"
Palestrantes confirmados:
Mariana Assis Brasil Weigert
Fátima Fisher - Reforma Psiquiátrica
Ana Paula Motta - Instituições socioeducativas no Brasil
Mirela de Cintra - "Casas de Acolhimento: Proteção da Infância?"

Quarta (03/04):
Painel - 19h: "Direito à identidade: ser trans+ e as implicações jurídicas, psicológicas
e sociais."
Palestrantes confirmados: Luísa Helena Stern, Marina Reidel, Lucas Goulart e Carina Macedo

Quinta (04/04):
Painel - 19h: "Acesso à justiça: da capacidade postulatória da parte à disputa de prerrogativas na Ação Civil Pública"
Palestrantes confirmados:
Dr. Carlos Eduardo Richinitti
Dr. Felipe Kirchner
Dra. Têmis Limberger

Painel - 20:30: "O direito do consumidor como direito fundamental"
Palestrante confirmada: Cláudia Lima Marques


Sexta (05/04):
Oficina: 10h - 12h "Direito à Loucura"

Oficina: 17h - 18h "Reassentamentos Urbanos: uma análise a partir da Vila Chocolatão" - Sala 08 da Faculdade de Direito

Painel - 19h: "Quem decide onde você vai morar? Deslocados internos e o debate sobre megaeventos"


Mais informações no site do SAJU/UFRGS

Quem decide onde você vai morar? Deslocados internos e o debate sobre megaeventos

No próximo dia 05 de abril, a partir das 19 horas, ocorrerá o Seminário “Quem decide onde você vai morar? Deslocados internos e o debate sobre megaeventos”, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFRGS, situado na Rua João Pessoa, nº 80, Bairro Centro, em Porto Alegre/RS.

O evento está inserido na programação da V Semana de Direitos Humanos do SAJU/URFGS e tem como propósito aproximar o debate do direito de moradia, as mudanças do tecido urbano e social, as remoções, dando enfoque aos megaeventos sediados no Brasil.

Dessa forma, debater os meios para a efetivação de direitos, as escolhas da destinação dos investimentos públicos, os incentivos concedidos pelo Poder Público à iniciativa privada, a participação da população, tudo isso para contribuir com a construção de consciência coletiva e para a efetivação da democracia na sociedade brasileira.

Nesta perspectiva, o debate organizado reunirá moradoras/es de comunidades removidas e em processo de regularização, estudantes, grupos de assessoria popular, representantes de movimentos populares que hoje lutam pela efetivação dos Direitos Humanos e que conjugam esforços com o povo para a transformação da realidade ainda vivenciada.
Segue a programação da V Semana de Direitos Humanos, a entrada é franca. Para confirmação de presença e outros esclarecimentos sobre o evento "Quem decide onde você vai morar? Deslocados internos e o debate sobre mega eventos", solicitamos comunicar-se com a gente através do correios eletrônico gajup.rs@gmail.com.
Contamos com a tua presença!
Gap – Grupo de Assessoria Popular /SAJU UFRGS
Gajup -Grupo de Assessoria Justiça Popular /SAJU UFRGS
Gaire - Grupo de Assessoria a Imigrantes e Refugiados /SAJU UFRGS

terça-feira, 20 de março de 2012

IV Semana de Direitos Humanos - SAJU/UFRGS


PROGRAMAÇÃO
DIA 26/03  Segunda-Feira 

18:30 - Abertura

Jacques Távora Alfonsin - Procurador aposentado, advogado do MST, integra a Comissão de DireitosHumanos da Procuradoria Geral do Estado e o Conselho de Desenvolvimento Econômicoe Social-CDES RS.

LOCAL:  Salão Nobre da Faculdade de Direito UFRGS. Rua João Pessoa, nº 80, Bairro Centro. Porto Alegre/RS.


19:30 - Direito à Moradia e a Copa do Mundo

Marilsa D´Avila - Pasta da Regularização Fundiária da Associação de Moradores da Vila São Pedrocom pedido de concessão de uso deferido pelo Judiciário.

José Luis Ferreira - Morador da Vila Chocolatão, formado emFilosofia, comunidade recentemente removida do Centro para o final da AvenidaProtásio Alves.
Ceniriani Vargas da Silva - Estudante de Ciências Sociais, moradora da Ocupação 20 deNovembro e integrante do Movimento Nacional de Luta pela Moradia - MNLM.
Betania de Moraes Alfonsin - Professora daFMP, Doutorado em Planejamento Urbano e Regional, Advogada, Autora de diversoslivros sobre Direito à Moradia e regularização fundiária.

Representante do Estado - Alexandre Amaral Gavronski ou Marcelo Dadalt

Convidados especiais de lutas:

Darci Campos dos Santos - Associação de Moradoresda Vila Gaucha, membro do Movimento Morro é Nosso, combateu a venda do MorroSanta Teresa (PL388), área onde mora, participando ativamente de uma das maioreslutas por moradia dos últimos tempos na cidade de Porto Alegre.

José Raimundo Fachel Araujo - Morador da Divisa Cruzeiro Cristal, ameaçada por remoção pelo de alargamento da avenida Moab Caldas (obras da Copa), é integrante ativo do Comitê Popular da Copa Porto Alegre.

DIA 27/03- Terça-feira
16h30min - OFICINA: A MEDIAÇÃO COMO FORMA DE TRATAMENTO DE CONFLITOS LOCAL: Sala 03 da Faculdade de Direito da UFRGS

19h - PAINEL: RESTAURANDO LAÇOS: UM OLHAR HUMANIZADOR AOS CASOS DE ADOLESCENTES EM CONFLITO COM A LEI

Afonso Armando Konzen, Procurador de Justiça Aposentado e professor de Direito da Criança e do Adolescente na Faculdade de Direito da Escola do Ministério Público.
Cássio Rocha Macedo, graduando de ciências jurídicas e sociais na UFRGS, assessor do grupo G10 do SAJU/UFRGS.
Fabiana Nascimento de Oliveira, Assistente Social, Mestre e Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Serviço Social da PUC/RS, Servidora do Tribunal de Justiça do RS, Integrante da CPR JIJ - Central de Práticas Restaurativas do Juizado da Infância e da Juventude de POA.
Dia 28/03- Quarta-feira

16h30min - OFICINA: QUEREM VENDER A ORLA DO GUAÍBA
LOCAL:  Sala 08 da Faculdade de Direito

19h -  PAINEL: CONFLITOS ENTRE O DIREITO À MORADIA E DIREITO AMBIENTAL

Roberta Baggio, Doutora em Justiça Ambiental pela UFSC e professora da Faculdade de Direito da UFRGS.
Dirce Suertegaray, Doutora em Geomorfologia pela USP e Professora da Faculdade de Geografia da UFRGS
Jeferson Henrique, Diretor de meio ambiente da FEGAM (Federação Gaúcha das Associações de Moradores) e secretário de habitação da AMOVITA (Associação dos Moradores da Vila São Judas Tadeu)
DIA 29/03- Quinta-feira 
15h - OFICINA: O JOGO DA CIDADE: PROBLEMATIZAÇÃO E DIÁLOGO NA CONSTRUÇÃO DE UM AMBIENTE URBANO DIGNO
LOCAL: Sala 03 da Faculdade de Direito da UFRGS 

19h - PAINEL: PROTEÇÃO INTEGRAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE: GARANTIAS JURÍDICAS E EXPERIÊNCIAS DA REDE DE ASSISTÊNCIA EM PORTO ALEGRE

Ana Maria Frota Velly, Advogada do grupo G5- Direito da Criança e do Adolescente do SAJU.
Ana Paula Motta Costa, Professora da faculdade de Direito da UFRGS. 
Gilmar Dal´Osto Rossa , Advogado e dirigente de entidade de acolhimento institucional.

DIA 30/03- sexta-feira

15h - OFICINA: A REPERCUSSÃO DO 8 DE MAIO NA MÍDIA E NAS REDES SOCIAIS- LOCAL: sala 03 da Faculdade de Direito

Dia 30/03- Sexta-feira 

19h - PAINEL: PRÁTICAS DE (IN)SEGURANÇA PÚBLICA: A VIOLÊNCIA POLICIAL

Alex Teixeira, Doutor em Sociologia, Professor do Departamento de Sociologia da UFRGS e pesquisador do Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania - UFRGS.

Cássio "Péia" Maffioletti, Bacharel em Ciências Sociais e Mestrando em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Co-Fundador, coordenador e oficineiro do projeto da Casa do Hip Hop KSULO.
Orlando Vitor Noal Neto "Sinistro", Rapper Fundador do Instituto Parrhesia - Erga Omnes;
Eduardo Pazinato, Secretário Municipal de Segurança Pública e Cidadania - Canoas/RS, Presidente da Associação Estadual de Secretários e Gestores Públicos Municipais de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (ASGMUSP).Mestre em Direito.

Apoiam essa iniciativa: Idhesca, Movimento Nacional de Direitos Humanos-MNDH/RS, Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos- CEEDH/RS, Movimento Nacional de Luta pela Moradia- MNLM, Rede de Direitos Humanos do Sistema de Justiça e Segurança do Rio Grande do Sul, Fórum Estadual de Reforma Urbana-FERU, Comitê Popular da Copa Porto Alegre, Associação dos Geógrafos Brasileiros - AGB/POA, Movimento o Morro é Nosso, Movimento em Defesa da Orla do Rio Guaíba, CAO de Direitos Humanos do MP/RS, CAO Urbanístico e Questões Fundiárias do MP/RS, ONG Cidade e ONG Centro de Direitos Econômicos e Sociais.

Para confirmação de presença e outros esclarecimentos sobre o evento "Direito a Moradia e a Copa do Mundo", solicitamos comunicar-se com as instituições pelos correios eletrônicos gajup.rs@gmail.com ou acessocidadaniadh@gmail.com.